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terça-feira, 22 de maio de 2012

Prudente tem média de 14 acidentes por dia e motos preocupam


Especialistas afirmam que sequelas decorrentes das colisões podem ser irreversíveis





Nos primeiros quatro meses deste ano Prudente já
teve 693 vítimas de acidentes de trânsito
 (Foto: Arquivo ifronteira)
A segunda reportagem da série especial sobre o trânsito em Presidente Prudente aborda uma das consequências do crescimento de 10% da frota na cidade: o aumento também dos acidentes de trânsito. Além dos danos materiais, alguns casos também podem gerar sequelas irreversíveis às vítimas.


De acordo com levantamento da Polícia Militar, o número de acidentes cresceu 7,7% de 2010 para 2011 no município, passando de 5.366 para 5.778. A quantidade de vítimas aumentou quase que o dobro da proporção, subindo de 2.003 para 2.281 de um ano para outro, ou seja, 13,8% a mais.


Até 30 abril deste ano já foram 1.666 ocorrências do gênero e 693 vítimas, o que representa uma média de quase 14 acidentes e sete vítimas por dia em Prudente.


Somente no ano passado, conforme levantamento da Santa Casa de Presidente Prudente, um dos hospitais que atendem as ocorrências na cidade, foram 524 entradas de pacientes vítimas de acidente de trânsito. O maior número é relativo aos acidentes envolvendo motos, que somam 172. Depois vêm as vítimas de ocorrências envolvendo carro e moto, com 132 entradas. Vítimas de acidentes entre carros são 78 casos.
Apenas este ano, o hospital já registrou 166 entradas e, novamente, os acidentes de moto lideram a lista com 55 ocorrências.


O Hospital Regional (HR) não tem esse controle segmentado da entrada dos pacientes.


Motociclistas preocupam


Especialistas da área da saúde afirmam que existem vários tipos de sequelas e que os motoqueiros são os que mais se prejudicam em um acidente. No caso dos danos neurológicos, as consequências variam de acordo com a força e da gravidade do trauma e, no caso dos motociclistas, o uso ou não do capacete.


“Traumas considerados leves causam pequenos esquecimentos na vítima, que podem demorar de horas a dias, até as contusões cerebrais, que necessitam de tratamento cirúrgico. Neste caso, a vítima pode ter sequelas cognitivas que, apesar de a pessoa ficar consciente, não consegue ter uma convivência normal na sociedade por conta de pequenos problemas mentais”, ressalta o neurocirurgião Paulo André Ferrari.


O ortopedista Delton Deustásio Ferraz afirma que os pacientes mais atendidos são os que passam por quedas de motocicleta ou colisões entre carro x carro ou carro x moto.


“Geralmente são pessoas que estão na faixa etária produtiva, que depois do acidente acabam ficando com alguma sequela que impede, de alguma maneira, que a vítima tenha uma vida normal”, diz.


Segundo ele, as consequências ortopédicas mais frequentes são: perda e limitação dos movimentos, artroses futuras, fraturas dos membros inferiores, fraturas expostas e consequências de membros fraturados – infecção no osso, encurtamento do membro, não consolidação do osso quebrado, por exemplo.


Ferraz ainda exemplifica com a situação de uma perna quebrada. “Apesar de ser considerado um trauma simples, pode causar a perda de produção de uma pessoa de seis meses a um ano. Essa pessoa geralmente terá que passar por fisioterapia e se tratar com medicamentos por um longo período após o acidente”, ressalta.


Nas clínicas particulares de fisioterapia de Prudente, cerca de cinco pacientes dão entrada mensalmente para tratamentos pós-acidente de trânsito. “A maioria é de homens com idade entre 20 e 35 anos e quase 90% dos casos é por causa de acidente de moto”, conta a fisioterapeuta Beatriz Fernandes Janial.


Ela atua na área há 12 anos e diz que considera esse número alto. “Até uns quatro anos não era tão comum acidentes com motoqueiros e são eles os responsáveis pelo aumento nos atendimentos”.


O tratamento varia de acordo com a fratura e pode levar de um a cinco meses. “O problema é que muitos não têm paciência e desistem do tratamento, o que gera novas complicações, inclusive refazer a cirurgia”, fala Beatriz.


Na Clínica de Fisioterapia da Unoeste o atendimento é gratuito e o perfil dos pacientes é parecido com os das clínicas particulares. “São os que nós chamamos de adultos jovens. Temos mais pessoas em tratamento na parte ortopédica, mas na neurológica os casos são bem mais graves”, destaca a responsável pelo laboratório, Renata Lima.


Para especialistas, a única maneira de se tentar evitar os acidentes é respeitar as leis de trânsito. E, mesmo com as campanhas de conscientização, outro número que cresce são as multas. Confira na reportagem de terça-feira (22) as principais infrações cometidas na cidade.

Fonte: ifronteira.com

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