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terça-feira, 29 de maio de 2012

Após cobrança, JBS reativará unidade em Epitácio

Sindicato da Alimentação mobiliza os trabalhadores demitidos para uma concentração na Praça Almirante Tamandaré
Sindicato da Alimentação mobiliza os
 trabalhadores demitidos para uma 
concentração na Praça Almirante Tamandaré
(Foto: Arquivo/Sérgio Borges/NoFoco)
Após oito meses de negociações entre dirigentes do Grupo JBS, sindicatos da categoria, políticos e representantes do Ministério Público, o frigorífico em Presidente Epitácio será reativado. Inicialmente, serão reabertos 500 postos de trabalho. O governador Geraldo Alckmin estará no município na próxima quinta-feira (31) para uma solenidade no gabinete do prefeito José Antônio Furlan, às 10h.

A reativação do frigorífico acontece após cobrança direta de Alckmin aos diretores da indústria de carnes. Em dezembro, foi aprovado um decreto, de autoria do Estado, que
aumenta de 3% para 4% a devolução de créditos de ICMS do valor de produtos do setor oriundos de outros Estados.

O decreto foi uma resposta às reivindicações dos frigoríficos em relação a incentivos fiscais para o setor. No ano passado, quando anunciou o fechamento da unidade em Epitácio, o JBS alegou "ineficiência fiscal" de São Paulo para tomar a decisão. Na ocasião,
foram 983 funcionários demitidos e 160 remanejados para outras unidades do grupo.

"É uma grande conquista. Essa conversa vem de longa data. Eles [JBS] sempre evitaram entrar nas
negociações. Não foi nada fácil", diz o deputado estadual Mauro Bragato (PSDB), um dos interlocutores durante as negociações entre Estado e JBS.

Para ele, o grupo quer monopolizar o setor de carnes. "Esse segmento de carne está monopolizado. O grave problema que vejo é que o JBS tem um sócio muito forte, que é o
BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Ele quer monopolizar a carne", afirma.

O presidente do Sindicato da Alimentação de Presidente Prudente e Região, Carlúcio Gomes da Rocha, cita a interação entre os setores como fator para a reabertura da unidade. "É fruto de um trabalho em conjunto que envolveu não só o sindicato, como também os trabalhadores, o governador Geraldo Alckmin, o Ministério Público do Trabalho, entre outros setores. A reabertura do JBS é uma vitória para os trabalhadores e suas famílias; um avanço em benefício da produção e geração de emprego, fatores que realmente promovem o desenvolvimento do Brasil", comemora o sindicalista.


O Sindicato da Alimentação mobiliza os trabalhadores demitidos da unidade para uma concentração na Praça Almirante Tamandaré, em frente à prefeitura, durante a visita de Alckmin.


"A luta foi árdua, demorada, cheia de reviravoltas, com
disputas acirradas por posições divergentes tanto do ponto de vista do Governo do Estado, como do sindicato e dos proprietários do JBS, porém, prevaleceram as posições que promovem o trabalho e a produção, em detrimento do ganho apenas do capital", pontua Rocha.

Bragato concorda com o sindicalista em relação à demora para a reativação do frigorífico. "Estava demorando em reabrir. No fim do ano passado o Estado cumpriu sua parte com o decreto e o governador cobrou a reativação. A informação oficial que recebi é de 500 empregos diretos. Isso representa muito em matéria de emprego. As coisas estão caminhando", acredita.

Fonte: Portal Prudentino - Rogério Mative 

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