Nessa segunda-feira (20), em sessão ordinária marcada por protestos e longas reuniões, o Executivo conseguiu emplacar o projeto de reajuste aos servidores municipais de Presidente Prudente em 6,5%. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público (Sintrapp) tentou adiar a votação pela terceira vez, porém, os vereadores não atenderam ao pedido.
(Foto: Sérgio Borges/NoFoco) |
A sessão foi interrompida por três vezes. Na primeira, os parlamentares receberam parte do movimento grevista. No encontro, os sindicalistas pediram a votação do projeto de reajuste após o dia 10. "Pela terceira vez o sindicato vem reivindicar mais uma vez o adiamento da votação para que possamos ter o direito à greve", falou Ana Lúcia.
Logo em seguida, foi realizada uma sessão informal para homenagens do Legislativo a empresários locais.
Às 21h42, a sessão foi suspensa para uma reunião a portas fechadas entre os parlamentares. Após duas horas, foi lida pelo primeiro secretário da Casa, Izaque Silva, uma justificativa para a votação do reajuste aos servidores.
Entre os pontos citados, a Câmara argumentou que atendeu todos os pedidos do sindicato ao longo das negociações. O Legislativo também acompanhou a posição jurídica do Executivo para não conceder aumento além da inflação. "Considerando que a Câmara não pode tomar um posicionamento que prejudicará os servidores públicos, os vereadores decidem colocar em votação o projeto de reajuste", diz o texto.
Os grevistas reagiram contra a medida de votação com vaias e gritos de "vergonha", "pipoqueiros" e "vendidos". O tumulto provocado nas galerias refletiu nos trabalhos do Plenário, provocando impasse entre os vereadores para o prosseguimento da votação. Oswaldo Bosquet chegou a pedir a prorrogação da sessão por mais uma hora. "A presidente [Alba Lucena] tem que adotar uma campanhia porque temos que prosseguir com os trabalhos que estão sendo prejudicados", pontuou.
O clima esquentou ainda mais quando o único parlamentar favorável ao adiamento da votação, Reginaldo Nunes, chamou o Sintrapp de "apático". "Não tiveram competência de negociar com o prefeito, talvez porque alguns dos senhores tenham outros interesses. Na minha visão, foram apáticos, não foram capazes de mobilizar os servidores para o movimento. Está faltando liderança para este sindicato. Apesar disso tudo, creio que o prefeito poderia conversar mais com as lideranças do movimento", atacou.
Nunes ainda tentou adiar a votação através de pedido verbal, mas não conseguiu efeito, recebendo votos contrários de todos os companheiros da Casa.
Finalmente, à 0h11 desta terça-feira (3), o projeto de reajuste foi aprovado em primeira discussão.
Em sessão extraordinária, à 0h47, a proposta foi aprovada em segunda discussão.
fonte: portalprudentino.com.br
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